Planejamento clínico e articulação em rede marcam supervisão da eMulti 7

Com foco na reflexão clínica e fortalecimento da organização do cuidado, foi realizada no dia 04 de novembro de 2025, das 08h30 às 10h30, a atividade de Supervisão Clínico-Institucional na USF Bilu, com a equipe eMulti 7, conduzida por Tissiana Camargo de Gouvêa.

O encontro teve como objetivo orientar a equipe sobre casos clínicos, projetos terapêuticos e demandas institucionais, promovendo a articulação com a rede de serviços, a tomada de decisões éticas e técnicas e garantindo acompanhamento seguro, contínuo e efetivo dos usuários.

Durante a supervisão, foram discutidos casos diversos, com destaque para:

  1. Casal idoso em situação de vulnerabilidade: mulher com Alzheimer, acamada, e esposo exausto; filhos ausentes e possível violação de direitos.
    Encaminhamento: acompanhamento contínuo pelo eMulti; visitas da ESF; psicólogo e assistente social atuando no suporte familiar; articulação com Secretaria de Proteção Básica ao Idoso e reuniões de manejo familiar.

  2. Adulto com transtorno mental e uso de drogas, elevado risco social e vínculo precário com a família.
    Encaminhamento: articulação com CAPS AD e Consultório na Rua; criação de plano de cuidados (PTS) articulado com rede socioassistencial; estratégias para garantir autonomia e segurança.

  3. Mulher em situação de vulnerabilidade social, com transtorno mental e ausência de rede familiar.
    Encaminhamento: USF como referência principal; acompanhamento contínuo e construção de PTS.

  4. Família fragmentada com alto risco social, envolvendo mulher usuária de drogas e quatro crianças acolhidas.
    Encaminhamento: busca ativa e vinculação com CAPS AD; construção de PTS conjunto; articulação com rede de proteção para garantir direitos das crianças.

  5. Criança de 4 anos em contexto de grave desorganização familiar, exposição a violência, ambiente doméstico insalubre e possíveis impactos psicogenéticos.
    Encaminhamento: PTS focado na avó; acompanhamento psicológico; articulação com escola, médico e grupo de apoio; assistente social atuando junto à mãe.

  6. Pacientes em tratamento de auriculoterapia: foram revisados critérios clínicos para alta, garantindo segurança e continuidade do cuidado.

A supervisão clínico-institucional reforçou a importância da atuação multiprofissional, do planejamento estratégico para casos de alta complexidade e da articulação com a rede socioassistencial, contribuindo para a promoção da saúde integral e proteção dos direitos dos usuários.

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